17 MAI 2018



O cantor/compositor Esso apresenta o show Agreste na quinta, para lançar o CD Várzea da Caatinga. O evento faz parte da temporada Maio Maior, que durante todo o mês está levando o músico para uma circulação pela cidade de Natal e região metropolitana com a finalidade de promover o seu 3º disco em estúdio. No palco, as músicas gravadas ganham versões mais intimistas e mais espontâneas, em geral acompanhadas por instrumentos percussivos que flertam com a música regional, como o zabumba e o trianglo.
Hora: 21h 
Entrada: R$ 10
Na compra do CD (R$ 25) o acesso é gratuito. 

MAIO MAIOR 2018


Através desse mês Maio Maior lanço o Várzea daCaatinga, meu 3º CD.

Não sei como foi para cada quem, mas ultrapassar essa barreira dos 2 discos se encheu de um significado simbólico forte, no meu caso. Trata-se de um retorno ao estúdio após o disco anterior, 8 anos atrás. Só isso já se converte num dado que faz a minha volta às gravações nesse formato um fato. Mas o mais importante é o que liga minha música diretamente à (música) do meu pai, Zé de Cezário, a quem dediquei o meu trabalho novo. Ele me conta que tocou ieieiê nos forrós do sertão, quando a jovem guarda emulou o rock, e que os homens dançavam soltos no salão. Nesses xotes, toadas e baiões que compõem os ‘forrós magnéticos’ desse disco é a ele que rendo a graça de tê-lo como um mestre musical.

Tem ainda o fato de que Várzea da Caatinga é o nome de origem de uma cidadezinha do oeste potiguar que teve o topônimo alterado para Rafael Godeiro, o que me causou a motivação para intitular o disco e assim procurar abrir uma discussão acerca dessas mudanças tão comuns nos municípios, normalmente adotando outra denominação a partir de manobras politiqueiras e não pela vontade de seus habitantes. Para esse fim estou publicando também o ManifestoLOCAU!.

Estou, por fim, ao adotar esse roteiro para as primeiras ações locais de lançamento, aproveitando a oportunidade para promover o CD, propondo concretamente uma maior interatividade com o público de Natal, a imprensa, os produtores culturais, as rádios, blogs, críticos e demais, no sentido de contribuir com o crescimento da nossa riqueza musical. 

23 MAR 2018




Será numa sexta, 23 de março, a segunda edição do show ‘Pra não Dizer que não Falei do Golpe’, a acontecer em Ponta Negra, no bar cultural Acabou Chorare, às 20h30.

Dessa vez estarão no palco, além de Esso, que também integrou a primeira versão do show, o múltiplo artista Caio Padilha (cantor, compositor, ator), a cantora Sílvia Sol e ainda o percussionista Dinei Texeira.

No repertório, muitas músicas autorais, temperadas com algumas outras que também foram compostas com a mesma intenção de resistência presente na temática evidente. O evento não tem viés partidário e busca chamar a atenção para os riscos que estão sendo abertos com a escalada de retrocessos que ameaçam a democracia no atual momento político brasileiro.

Na ocasião, será cobrada uma contribuição aos presentes no valor de R$ 10 (dez reais), o que tornará possível a cobertura de parte dos gastos com o trabalho. O local está localizado à R. Dr. Manoel Augusto B. de Araújo, nº 135.


10 NOV 2017


Makely Ka estará apresentando em Natal no próximo 10 de novembro, sexta, às 20h, sua versão acústica para o show Triste Entrópico. Sua passagem pela cidade seráambientada no espaço intimista do Itajubá - Memorial e Espaço Cultural, na Ribeira (Rua Chile, 63).
Triste Entrópico é o novo trabalho solo de Makely Ka. 
Resultado de suas viagens e experiências nos últimos anos, incluindo convívio com indígenas, quilombolas e ribeirinhos em longas expedições pelo interior do Brasil, geralmente de bicicleta. Esse trabalho é resultado também de suas frequentes excursões por Portugal e Galícia, região ao norte da Espanha, onde reencontrou traços originários da cultura ibérica que absorvemos no Brasil no decorrer de quatro séculos. Triste Entrópico é portanto um trabalho que estabelece um diálogo profícuo com a alteridade, lançando mão e propondo simultaneamente uma visão antropológica do mundo. A proposta é uma imersão no pensamento selvagem que aqui se confrontou com a razão iluminista do europeu e com o código tribal africano.
Makely Ka é hoje um dos mais requisitados compositores de sua geração e pode ser ouvido em dezenas de discos gravados por diversos intérpretes no Brasil e no exterior. Suas composições se destacam sempre por uma verve crítica e ousada. Lançou os discos “A Outra Cidade” em 2003, ao lado dos parceiros Kristoff Silva e Pablo Castro e “Danaide” em 2006 com a cantora Maísa Moura. O primeiro trabalho solo veio em 2008 com “Autófago”. Em 2014, lançou o álbum “Cavalo Motor”. Letrista inspirado e versátil, acumula parcerias com diversos compositores em todo o país. Como intérprete de suas próprias canções destaca-se pela sua voz grave e um pegada peculiar no violão, além da auto-ironia e sarcasmo sempre presentes nas apresentações ao vivo. Já tocou nos principais palcos do Brasil e excursionou por Portugal, Espanha, Dinamarca, Lituânia, Grécia, Turquia e México. Um dos principais interlocutores da cena musical em Minas, organizou mostras e festivais, participou de curadorias, produziu discos de outros artistas, fez direção artística de shows, criou trilhas para cinema, dança e teatro, realizou documentários, compôs textos para peças sinfônicas e camerísticas, participou de conselhos estaduais e federais de cultura, fundou cooperativas e fóruns de música, realizou palestras e oficinas e publicou diversos textos sobre política cultural, música, literatura e cinema.